segunda-feira, 24 de abril de 2017

1 + 1 = 3



No tempo em que morava em Niterói, tive uma fase rebelde, repleta de marcas negativas.

Era explosivo.

E, não raro, costumava gritar.

Incomodava a todos.

Mas não me incomodava.

______


Sai de Niterói.

O que era difícil sobretudo para minha mãe, veio a ser difícil sobretudo para a Katerine.

Continuava incomodando a todos.

E nada de eu me incomodar.

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Por um tempo, tudo se manteve igual, ou mais ou menos igual.

Até que, de repente, em um momento de reflexão, me fiz umas questões do tipo: 

e como vai ser se eu tiver um filho?

Tudo bem transmitir este comportamento?

Tive para mim que não.

E,
desde então,
o que antes incomodava a todo mundo menos a mim, não tardou a incomodar a todo mundo, inclusive a mim.


______



Comportamentos arraigados são extremamente difíceis de mudar.

Mas, neste caso, como se não o fossem, eu o fiz.

(A Dete e a Nalva, - as vizinhas amadas do apê atual, - podem testemunhar a parte da falta de gritos).

E, enfim, pela origem das reflexões, até hoje guardo tudo o que acabo de escrever como uma prévia, uma pequena prévia, do poder de transformação de um filho.




Ainda quero escrever muito sobre este tema.




Mas,
para agora,
para o objetivo maior deste texto: 
o exposto já basta.



Já se pode contar:










a Katerine e eu agora somos três!