No tempo em que morava em Niterói, tive uma fase rebelde, repleta de marcas negativas.
Era explosivo.
E, não raro, costumava gritar.
Incomodava a todos.
Mas não me incomodava.
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Sai de Niterói.
O que era difícil sobretudo para minha mãe, veio a ser difícil sobretudo para a Katerine.
Continuava incomodando a todos.
E nada de eu me incomodar.
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Por um tempo, tudo se manteve igual, ou mais ou menos igual.
Até que, de repente, em um momento de reflexão, me fiz umas questões do tipo:
e como vai ser se eu tiver um filho?
Tudo bem transmitir este comportamento?
Tive para mim que não.
E,
desde então,
o que antes incomodava a todo mundo menos a mim, não tardou a incomodar a todo mundo, inclusive a mim.
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Comportamentos arraigados são extremamente difíceis de mudar.
Mas, neste caso, como se não o fossem, eu o fiz.
(A Dete e a Nalva, - as vizinhas amadas do apê atual, - podem testemunhar a parte da falta de gritos).
E, enfim, pela origem das reflexões, até hoje guardo tudo o que acabo de escrever como uma prévia, uma pequena prévia, do poder de transformação de um filho.
Ainda quero escrever muito sobre este tema.
Mas,
para agora,
para o objetivo maior deste texto:
o exposto já basta.
Já se pode contar:
a Katerine e eu agora somos três!
